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quarta-feira, 15 de março de 2017

Sobre Nhá Chica

Ainda pequena Francisca de Paula de Jesus, que nasceu em Santo Antônio do Rio das Mortes, distrito de São João del-Rei (MG), chegou em Baependi (MG). Veio acompanhada por sua mãe e por seu irmão, Teotônio. Dentre os poucos pertences, trouxeram uma imagem de Nossa Senhora da Conceição.
Em 1818, com apenas 10 anos de idade, a mãe de Nhá Chica faleceu deixando aos cuidados de Deus e da Virgem Maria as duas crianças, Francisca de Paula de Jesus, com 10 anos e seu irmão, com então 12 anos. Órfãos de mãe, sozinhos no mundo, Francisca de Paula e Teotônio, cresceram sob os cuidados e a proteção de Nossa Senhora, que pouco a pouco foi conquistando o coração de Nhá Chica. Esta, a chamava carinhosamente de "Minha Sinhá" que quer dizer: "Minha Senhora", e nada fazia sem primeiro consultá-la.
Nhá Chica soube administrar muito bem e fazer prosperar a herança espiritual que recebera da mãe. Nunca se casou. Rejeitou com liberdade todas as propostas de casamento que lhes apareceram. Foi toda do Senhor. Se dava bem com os pobres, ricos e com os mais necessitados. Atendia a todos os que a procuravam, sem discriminar ninguém e, para todos tinha uma palavra de conforto, um conselho ou uma promessa de oração. Ainda muito jovem, era procurada para dar conselhos, fazer orações e dar sugestões para pessoas que lidavam com negócio. Muitos, não tomavam decisões sem primeiro consultá-la, e para tantas pessoas, ela era considerada uma "santa", todavia em resposta para quem quis saber quem ela, realmente, era, respondeu com tranquilidade: "... É porque eu rezo com fé".
Sua fama de santidade foi se espalhando de tal modo que pessoas de muito longe começaram a visitar Baependi para conhecê-la, conversar com ela, falar-lhe de suas dores e necessidades e, sobretudo para pedir-lhe orações. A todos, atendia com a mesma paciência e dedicação, mas nas sextas feiras, não atendia a ninguém. Era o dia em que lavava as próprias roupas e se dedicava mais à oração e à penitência. Isso porque sexta-feira é o dia que se recorda a Paixão e a Morte de Nosso Senhor Jesus Cristo para a salvação de todos nós. Às Três horas da tarde, intensificava suas orações e mantinha uma particular veneração à Virgem da Conceição, com a qual tratava familiarmente como a uma amiga.
Nhá Chica era analfabeta, pois não aprendeu a ler nem escrever, desejava somente ler as Escrituras Sagradas, mas alguém as lia para ela, e a fazia feliz. Compôs uma Novena à Nossa Senhora da Conceição e em Sua honra, construiu, ao lado de sua casa, uma Igrejinha, onde venerava uma pequena Imagem de Nossa Senhora da Conceição que era de sua mãe e, diante da qual, rezava piedosamente para todos aqueles que a ela se recomendavam. Essa Imagem, ainda hoje, se encontra na sala da casinha onde ela viveu, sobre o Altar da antiga Capela.
Em 1954, a Igreja de Nhá Chica foi confiada à Congregação das Irmãs Franciscanas do Senhor. Desde então teve início bem ao lado da Igreja, uma obra de assistência social para crianças necessitadas que vem sendo mantida por benfeitores devotos de Nhá Chica. Hoje a Associação Beneficente Nhá Chica (ABNC) acolhe mais de 150 crianças entre meninas e meninos.
A "Igrejinha de Nhá Chica", depois de ter passado por algumas reformas, é hoje o "Santuário Nossa Senhora da Conceição" que acolhe peregrinos de todo o Brasil e de diversas partes do mundo. Muitos fiéis que visitam o lugar, pedem graças e oram com fé. Tantos voltam para agradecer e registram suas graças recebidas. Atualmente, no "Registro de graças do Santuário", podem-se ler aproximadamente 20.000 graças alcançadas por intercessão de Nhá Chica.
Nhá Chica morreu no dia 14 de junho de 1895, estando com 87 anos de idade, mas foi sepultada somente no dia 18, no interior da Capela por ela construída. As pessoas que ali estiveram sentiram exalar-se de seu corpo um misterioso perfume de rosas durante os quatro dias de seu velório. Tal perfume foi novamente sentido no dia 18 de junho de 1998, 103 anos depois, por Autoridades Eclesiásticas e por membros do Tribunal Eclesiástico pela Causa de Beatificação de Nhá Chica e, também, pelos pedreiros, por ocasião da exumação do seu corpo. Os restos Mortais da Venerável se encontram hoje no mesmo lugar, no interior do Santuário Nossa Senhora da Conceição em Baependi, protegidos por uma Urna de acrílico colocada no interior de uma outra de granito, onde são venerados pelos fiéis.
  



sexta-feira, 3 de março de 2017

Presépio da Muxinga-São João del-Rei

. Presépio da Muxinga . Alzira Agostini Haddad

PRESÉPIO DA MUXINGA

História, referência, patrimônio cultural. Retrato da vida e do cotidiano de uma pequena cidade.
Mulheres, homens, crianças, bichos, ornamentos, sons, luzes, movimentos.
Engrenagens, fios, rodas, polias, correias, parafusos, mecanismos.
Identidade e memória. O presépio foi construído, a princípio, para a família em 1929.
Um dia, na época do Natal, o Sr. Jorge Antônio Miguel Yunes, que acompanhava um enterro, olhou para dentro da casa: “Que coisa bonita escondida ali. Pode entrar para ver?” Desde então, mais e mais pessoas foram conhecendo e visitando o local.
A idéia era criar um presépio de papel, mas optou-se pela madeira, onde as figuras da Virgem Maria, de José, de Jesus Cristo, dos Reis Magos, dos animais e demais figurantes se movimentassem. O invento sofreu vários aperfeiçoamentos artísticos e técnicos, e somente em 1975, segundo o Sr. Sebastião (Neném), chegou à forma ideal.
O primeiro mecanismo utilizado para gerar a animação foi inspirado pelo funcionamento do relógio da Matriz de N.S. do Pilar: dava-se corda a um peso de ferro de doze quilos, colocado a cinco metros de altura  (em cima do telhado), que demorava cerca de dez minutos para descer, enquanto ia movendo o presépio. Em 1935 adotou-se o motor elétrico de 0,25 hp. O farmacêutico Desidério Rodarte doou alguns bonecos de madeira de seu próprio presépio, enriquecendo ainda mais o sentido e a beleza da criação dos irmãos Teixeira. Os movimentos das figuras envolvem inúmeras linhas enceradas, interligadas, que correm em pequenas rodas logo que se aciona o motor.
Pais, filhos, amigos e visitantes reverenciam a simplicidade, a persistência e o esforço do menino Sebastião Teixeira de Assunção que, aos 14 anos, construiu o presépio junto com o irmão Ivo Teixeira Filho - ajudados, mais tarde, por outros irmãos: José, Geraldo, Antônio Benedito e Benjamim. Inspirado nos modelos exibidos nas revistas juvenis “Tico Tico”, dos anos vinte, os irmãos resolveram investir em uma representação que “expressasse o  sentido de presépio idealizado por São Francisco de Assis”. 


Durante todo o ano o presépio era  preparado para o Natal.
Vínculos, lembranças, surpresas, encanto. Trabalho, muito trabalho.
Moeda na caixinha; portas se abrindo, sinos repicando, luzes se acendendo, anjos celebrando. Essas doações ajudaram algumas entidades e colaboraram com a manutenção do presépio. O Sr. Sebastião, que trabalhou na antiga Tipografia Assis e era mecânico como os irmãos, tinha uma coleção de moedas antigas e de histórias.
Em dezembro de 2001, no concurso  “Natal de Luz nas Gerais – Presépios de Minas”, realizado pela CEMIG, ganhou o 2º lugar e brilhou mais uma vez, representando São João del-Rei.
A gente olha o presépio e vê a nossa infância na Muxinga, onde até hoje, mora a família. Entrávamos pela frente e saíamos pelos fundos da casa em uma fila eternamente comprida. O Presépio da Muxinga já foi exposto na então Avenida Rui Barbosa, atual Avenida Presidente Tancredo Neves, no Salão Nobre da Prefeitura Municipal, em frente ao Teatro Municipal, no Centro Cultural e Social do 11o BI Mth, na ACI del-Rei, no Largo de São Francisco e no Museu Municipal Tomé Portes del-Rei, casa de Bárbara Eliodora. Foi diversas vezes admirado junto a outros presépios artesanais, inspiração do projeto "Muxinga, oficina de presépios", uma parceria Atitude Cultural, RDM-Rio Doce Manganês, Escola Estadual Idalina Horta Galvão e Sr. Sebastião Teixeira d'Assunção.
O Sr. Sebastião nos deixou com mais de 90 anos e lutou por toda a vida para assegurar a presença do seu presépio no Natal de São João del-Rei.  Lamentava que não havia uma política mais consistente que pudesse protegê-lo e acomodá-lo definitivamente em seu lugar de origem, na Muxinga, pois os deslocamentos danificava todo o seu mecanismo, além de deixá-lo vulnerável a diversos riscos.
Ele contou sempre com a ajuda de familiares, principalmente da sobrinha Viviane Maria Padilha Teixeira, sua assistente fiel. No dia 22/10/04, o Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Cultural de São João del-Rei aprovou o projeto de tombamento deste importante acervo. O projeto completo de restauração do Presépio e do casarão com sala de exposições, sala para as oficinas de presépio, jardim etc já foi elaborado e aguarda a oportunidade de saír do papel.
Em dezembro de 2011 o Presépio da Muxinga volta a encantar a cidade de São João del-Rei, agora com um projeto de exposição permanente: sábados, domingos e feriados, de 14 'as 17 horas - o que é melhor - no seu local de origem, na Praça Prof. José Batista de Souza 11.
A reabilitação do Presépio e da sala onde ele está exposto, foi um empreendimento do empresário José Imbroisi/Conecta, que se dedicou com sua equipe por alguns meses a - pacientemente - limpar, pintar e reviver este precioso legado.
A família comemora e participa ativamente de todas as providências necessárias para a disponibilização do Presépio para a comunidade e visitantes permanentemente e conta com diversos apoios, entre eles, o daAtitude Cultural.
Precisamos proteger tessouros como este. Também o nosso casario histórico, as nossas atividades e manifestações culturais, nosso modo de ser, de fazer, as formas de nos relacionarmos com o lugar, as pessoas, o ofício, o lazer, o sagrado.
Estas dimensões da vida que enobrecem a nossa existência, a nossa identidade.
                                    Sebastião Teixeira e Ivo Teixeira Filho, dois dos fundadores do presépio,

Local onde se encontra o Presépio.

Figuras que compõem o presépio:
  1. 02 moinhos de vento
  2. 01 monjolo
  3. 01 rachador de lenha
  4. 01 negra caximbeira
  5. 01 roda com elefantes
  6. 02 galos de briga
  7. 01 boneco na barra
  8. 01 boneco na gangorra
  9. 02 ferradores
  10. 01 Papai Noel balançando o bebê na gangorra
  11. 01 ferreiro com bigorna
  12. 01 homem com uma garrafa na mesa
  13. 01 tartaruga com patinhos ao redor
  14. 02 mulheres socadeiras
  15. 01 negra com porrete
  16. 01 mulher socando tempero
  17. 01 passadeira de roupa
  18. 01 lavadeira
  19. 01 espanadeira
  20. 02 macacos tocando tarol
  21. 01 pescador
  22. 01 marceneiro
  23. 02 homens serradores
  24. 01 cachorro abrindo a boca
  25. 02 burrinhos mexendo a cabeça
  26. 01 elevador com 01 moinho, tendo um cawboy
  27. 01 gatinho com um passarinho
  28. 01 fita de bichos
  29. 01 fita com carroças, demonstração de carneiros
  30. 01 fita com bebês e cachorrinhos
  31. 01 passarinho tocando um patinho do ninho
  32. 34 bichinhos : cavalos, vacas, elefantes, camelos, burros, galos, patos
01 igreja com duas torres, duas janelas, dois anjos. Dentro da igreja; um berço balançando a imagem do Menino Jesus, Nossa Senhora, São José, os três Reis Magos, três pastores, um anjo embalando o Turíbulo, um passarinho tratando dos filhotes, um homem com copo na mesa.

Parte deste artigo foram publicados na Gazeta de São João del-Rei em dezembro de 2004 e integra o relatório para Tombamento do Presépio da Muxinga pelo Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Cultural de São João del-Rei, elaborado por Alzira Agostini Haddad

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Doces de cachaça.

                                                 
                                      Seleta mix 
É a cachaça especial para drinks, desenvolvida para agregar um diferencial brasileiro nas receitas de bares e boates.
Misture amigos, música, balada e diversão.
Graduação alcoólica: 40%
Beba com moderação. Não vendemos para menores de 18 anos.

                                                   
                                                  Chup Chup de Caipirinha
Como Fazer: Basta fazer uma caipirinha  da fruta (ou suco) que lhe agrada, colocar nos saquinhos, dá um nozinho e levar ao congelador. Não se esqueça de adoçar.
Nível de Embriagues: Alto

Bala de Pinga (Como faz Geleinha de Cachaça?) - Receita Fácil

Como fazer: Trocar a água gelada por 100ml de pinga. 
Modo de preparo: Video Youtube
https://youtu.be/-04NXaGtzI0?list=PLexTc_JwoFeNbokgB9c2S_ZKTF3oqQrXX




                                                        BRIGADEIRO DE CAIPIRINHA 

brigadeiro de caipirinha 2
Troco chocolate por uma caipirinha na boa rsrs… Mas vamos lá para a confecção desta deliciosa guloseima.
Ingredientes
  • 395 g de Leite Condensado
  • 20 g de Manteiga com Sal
  • 50 ml de Cachaça Envelhecida
  • Açúcar cristal
  • Raspas de limão para decorar
Modo de Preparo
Coloque o leite condensado em uma panela no fogo e adicione a manteiga. Mexa sem parar no fogo baixo, até desgrudar da panela. Tire do fogo e adicione a cachaça, volte para o fogo para dar o ponto novamente. Espalhe em uma base untada e espere esfriar. Unte as mãos com manteiga e faça as bolinhas, passando no açúcar cristal. Decore com as raspas de limão.


                                                                 URSINHOS BÊBADOS

gummy-bears
(reprodução: modismonet)

Ingredientes
  • 1 pacote de Gummy Bears (ou qualquer uma dessas balinhas, minhoquinhas e outros bichinhos)
  • Cachaça.
Modo de Preparo
Numa tigela de vidro, coloque as balas e coloque cachaça até cobrir tudo (tudo mesmo, tipo boiando). Cubra a tigela com papel filme, para que não fique cheiro na geladeira, e deixe lá por um ou dois dias (quanto mais deixar, mais bêbado fica o ursinho). Prove e veja se estão do seu gosto, se não estiverem, volte à geladeira por mais um dia. 
Nível de Embriagues: Alto
Fonte: http://sossolteiros.bol.uol.com.br/11-doces-alcoolicos/

sábado, 18 de fevereiro de 2017

Nossa Região-Ritápolis

A primeira referência documental do município de Ritápolis, antigo povoado de Santa Rita do Rio Abaixo, encontramos na Certidão de Batismo de Domingos da Silva Xavier, irmão mais velho de Tiradentes, ocorrida em 25 de Junho de 1738. Foi assinado pelo capelão de Santa Rita do Rio Abaixo, o então Padre José Fernandes de Barros, em 24 de Junho de 1738, vários outros batizados já haviam ocorrido, ocupando as cinquenta e tantas páginas anteriores.
O território da antiga vila de Santa Rita do Rio Abaixo foi  constituído originalmente em meados do século XVIII por praticamente seis grandes Fazendas com grandes extensões de terra. Duas delas inclusive ainda estão de pé e bastante preservadas: Fazendas de São Miguel e do Mato Dentro. Uma terceira encontra-se em ruínas, que é a Fazenda do Pombal, onde nasceu Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes,  tombada como Patrimônio Histórico Nacional desde 1938. Uma quarta Fazenda, também já demolida, foi a Fazenda do Fundão, da qual  temos como único registro de sua existência uma foto do início do século XX. Outras fazendas existiram ao longo do território, contudo não temos maiores dados de suas existências e localizações.
A Fazenda São Miguel, a mais antiga do território e uma das primeiras da região, é hoje propriedade de seus descendentes. Nunca foi vendida e encontra-se restaurada, apesar de algumas perdas como as senzalas e a capela. No início do século XIX, começou a ser dividida e se desmembrou em seis grandes fazendas e dois povoados até o final do século XIX que são as Fazendas do segredo, Cotia, Penedo, Jacu e Segredinho e os povoados de Restinga de Baixo e Redondo. Hoje sua sede ainda possui 1000 hectares de terra.
A Fazenda Mato Dentro se desmembrou nas Fazendas da Grota, Pinheiros, Primavera, Água Limpa e do  Brumado, além dos povoados de Restinga de Cima e Caatinga.
O território da Fazenda do Pombal se estendia até os atuais povoados de Prainha, Penedo, Tapera e Glória, de Coronel Xavier Chaves, pertencentes hoje às terras da Fazenda Ouro Fino.
Uma outra grande  Fazenda, a sudoeste do município, deu origem à várias outras como: Flavito, Cachoeira, Paciência, Sapé, Pilões, Machado, Gurita, Vista Alegre, Estiva e outras em consequência de seus desmembramentos.
A Fazenda do Fundão também se dividiu em outras como Barreiro, Soledade, Cachoeira e outras.
O núcleo original do antigo Arraial de Santa Rita do Rio Abaixo se formou como eixo de passagem em direção norte, tendo dois largos ligados por eixo tortuoso. O largo principal possui em seu centro a igreja Matriz do Século XVIII, de tipologia típica do Barroco mineiro, da Segunda fase, com riqueza se detalhes de seus retábulos com policromia e douramento, parte deles atualmente restaurados e preservados até hoje com sua Nave, Capela Mor, Sacristia e Capela do Santíssimo. A segunda Nave e a Torre são construções posteriores, de tipologia eclética neogótica, erguidas nos anos 1918/1920.
No entorno da capela de Santa Rita ergueram-se várias residências térreas, em alvenarias de Pedra, Taipa de Pilão e adobe sob influência do Barroco e um sobrado e que hoje já se perderam. Outras casas surgiram o longo da atual Rua Santa Rita até que se formou, por volta de 1820, o largo do Rosário, com a construção de sua capela e um cruzeiro de pedra em seu centro.
A partir deste núcleo original os caminhos e passagens se ramificaram dando origem ao largo do Espigão em meados do século  XIX e da Várzea no final do  século XIX e início do século XX.
Ao redor deste povoado de Santa Rita do Rio Abaixo, sugiram outros, como Laje, atual Resende Costa, em 1749, São Tiago em 1761, Bom Sucesso em 1754 e Ibituruna ainda no século XVIII.
Assim temos que santa Rita, bem como a Fazenda do Pombal, onde nasceu Tiradentes e a Capela de São Sebastião do Rio Abaixo, atualmente demolida pertenciam à Jurisdição do termo da Vila de São João Del Rei ou à Grande Comarca do Rio das Mortes. O povoado de Santa Rita do Rio Abaixo fica totalmente delimitado em 1775 e passa a ser denominado por distrito de Santa Rita do Rio Abaixo onde, atualmente sobre a mesma demarcação, encontra-se o Município de Ritápolis.
A origem do município não foi condicionada pela busca do ouro, surgindo de forma condicionada pelas atividades agrícolas e pecuárias, necessárias ao atendimento da população que chegava à Vila de são João Del Rei, em busca do ouro.
Sobre a Grande Comarca do Rio das Mortes e a Microrregião dos Campos das Vertentes, podemos citar como fato histórico importante o desfecho sangrento com as lutas da denominada Guerra dos Emboabas, que ocorreu entre 1707 e 1709. Tal comarca representou a célula inicial de amplo organismo judiciário, hoje ramificado em dezenas de comarcas nascidas de sua primeira jurisdição, sendo também a matriz geradora de mais de 200 dos atuais municípios mineiros.
A região do Rio das Mortes foi pioneiramente penetrada pelos Bandeirantes, ainda em fins do século XVII. Com a descoberta do Ouro em pontos centrais da Capitania, o território hoje denominado Campo das Vertentes, tornou-se passagem forçada dos exploradores que, vindos de Taubaté – SP ou Porto do Parati – RJ e transpondo a Serra da Mantiqueira, se dirigia para as lavas de Ouro Preto – MG ou Rio das Velhas – MG. Este roteiro, depois de conhecido como Caminho Velho das Minas, foi o fator inicial do estabelecimento dos primeiros povoados da região.
A mineração do ouro, se não chegou a ser o fator exclusivo da formação dos núcleos urbanos da microrregião, foi sem dúvida, o indutor maior desse processo e o que atuou de modo decisivo no florescimento dos principais povoados e vilas como Tiradentes e São João Del Rei em 1700 – 1704 e posteriormente Prados, Ritápolis, Resende Costa , São  Tiago, Lagoa Dourada, Nazareno e Carrancas.
Quanto ao município de Ritápolis podemos, todavia, supor que os primeiros arruamentos e casas terão surgido simultaneamente à construção de sua antiga capela de Santa Rita do Rio Abaixo, nome dado devido ao achado de uma imagem de Santa Rita nas proximidades do Rio  das Mortes. A capela hoje encontra-se com acréscimo feito em1918. Daí ocorreu o crescimento espontâneo do antigo povoado, que provavelmente tivera início antes de 1738.
Dados concernentes ao ano de 1823, já em pleno estágio de substituição da economia mineradora pela economia agropecuária; encontra-se os seguintes números sobre o arraial de Santa Rita do Rio Abaixo: 127 casas e 1133 habitantes, sendo este número superado apenas por Andrelândia e Carrancas.
Dentre o Município de São João Del Rei, após a decadência da mineração do ouro e na busca de novas alternativas econômicas, a região dos Campos das Vertentes cortada por inúmeros cursos de água, de maior ou menor volume, não deixaria de oferecer boas condições  para o cultivo da lavoura e para a criação de gado, bastante favorecida pela existência de grandes extensões de glebas de campos, com razoáveis manchas florestais remanescentes.
As mais antigas referências uma exploração econômica datadas do princípio do século XIX apontam os produtos de origem animal como carne, queijo e couro. No decorrer do mesmo século o açúcar assume posição de destaque. Num levantamento feito em 1864, constam 06 fazendas possuidoras de engenho em Ritápolis, entre elas: São Miguel, Mato Dentro, Paciência, etc. Aparece também neste século, o cultivo de frutas. Mandioca e café já no final do século. Um outro levantamento feito em 1970 constou que Ritápolis possuía 569 propriedades rurais.
A microrregião, por sua peculiar formação geológica, é rica em minerais ferrosos e não – ferrosos.
Em 1942 descobre-se em Ritápolis a Cassiterita - minério de estanho – cuja exploração atualmente está paralisada, juntamente com Manganês, Colombita e em menor escala o Ouro.
Quanto ao crescimento de Ritápolis constatamos que havia 149 casas em 1864, 475 em 1968 e 663 em 1974, sendo que hoje possui mais de 1000 imóveis e 5435 habitantes no total.   Sua emancipação como município se deu em 1º de Março de 1963.
Quanto ao sistema viário, embora o município já fosse beneficiário pela estrada de ferro Oeste de Minas desde 1903, é a partir de 1950 que refletem a maior expansão das rodovias que absorvem a quase totalidade do tráfego de passageiros e de transporte de cargas leves, ficando a estrada  limitada ao transporte pesado, notadamente o de minério.
As rodovias da região são a BR- 265, a BR-381 ligando a BR- 040 e a BR- 494 que liga São João Dei Rei a Oliveira e passa por Ritápolis e São Tiago. Constituindo um eixo de três rodovias federais que cruzam a microrregião, São João Del Rei e cidades vizinhas desfrutam de situação privilegiada, o que vem fortalecer sua condição de centro econômico e turístico.
Atualmente Ritápolis é um município pequeno que vive basicamente de atividades agropecuárias, mas que possui uma infra-estrutura básica como calçamento nas principais ruas, água canalizada, UBS, posto de saúde, 08 escolas, sendo 07 Municipais e 01 Estadual de Ensino Médio e Fundamental, uma biblioteca na Escola Estadual Padre Crispiniano, um monumento tombado como Patrimônio Histórico Nacional pelo IPHAN, que é a fazenda do Pombal, local de nascimento de Tiradentes, FLONA (administrada pelo ICMBIO), vários outros preservados como a Fazenda do Paiol, onde se descobriu a Cassiterita, e outros na cidade como a sede da Prefeitura, que contam um pouco da História do Município e de seus habitantes.
(Texto: Fábio José da Silva)



                                            Cachoeira de Penedo
    
Cachoeira do Flavito.
FONTE: http://www.ritapolis.mg.gov.br/portal/index.php/nossa-historia

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Frutas do nosso Brasil

           Você sabia?
           As frutas típicas do Brasil são conhecidas por seu sabor exótico e pelas inúmeras combinações que permitem preparar pratos variados e gostosos.
Além destas qualidades, as frutas apresentam valores nutricionais importantes e devem ser incluídas com frequência no cardápio. "Além de saborosas, elas previnem doenças, se adequam a dieta e enchem o prato de energia", explica a nutricionista do Dieta e Saúde, Roberta Stella.



Aproveitam-se as folhas, as flores, os brotos, os frutos verdes ou maduros da graviola. A polpa é branca, macia e fibrosa. Pode ser consumida in natura, mas é bastante apreciada em sucos, geleias e sorvetes.
Cerca de 100 gramas de graviola fornecem em média 60 calorias, 25 mg de cálcio, 28 mg de fósforo e 26 mg de vitamina C.
O caju é rico em carboidratos, fibras, minerais (como cálcio, fósforo e ferro), vitamina C e complexo B. Para se ter uma ideia, ele tem três vezes mais vitamina C do que a laranja. Enquanto 100 ml de suco desta última contém 60 mg dessa vitamina, a mesma quantidade de suco de caju concentra de 200 a 250 mg e oferece cerca de 47 calorias.
"Além do sabor pra lá de agradável, o caju apresenta oxidantes importantes para a saúde e tem pouca gordura. Pode ser consumido em saladas, doces e sucos", explica Roberta Stella.
Fruta com elevado valor nutritivo, a jabuticaba é riquíssima em vitaminas do Complexo B, principalmente B2 e niacina, aparecendo em menor quantidade a vitamina C e, ainda, sais minerais (ferro, cálcio e fósforo).
As vitaminas do Complexo B tem como principais funções evitar problemas de pele, reumatismo, são essenciais ao crescimento e evitam a queda dos cabelos. Cada 100 gramas da fruta têm cerca de 40 calorias.
Em dias de calor, saborear o suco de mangaba é uma boa pedida, pois a fruta é refrescante e ameniza os efeitos da alta temperatura.
Mas não é só o suco que possui admiradores. Os doces e as sobremesas também enchem a boca de água daqueles que apreciam a mangaba.Cada 100 gramas da fruta possui cerca de 65 calorias.
Informação nutricional por 100g de mangaba: Energia: 66,21 Kcal, Proteínas: 1,20 g, carboidratos: 10,2 g e fibras:
Apesar do alto teor de gordura do açaí, trata-se em grande parte de gorduras monoinsaturadas (60%) e poli-insaturadas (13%).
Estas gorduras são benéficas e auxiliam na redução do colesterol ruim (LDL) e melhoram o HDL, contribuindo na prevenção de doenças cardiovasculares, como o infarto. Cada 100g do fruto tem 262 calorias.
"O açaí tem gorduras que fazem bem para a saúde e por isso deve ser incluído no cardápio, porém, o ideal é consumi-lo sem adição de complementos muito calóricos, isso ajuda a manter a dieta", sugere Robert Stella. Gorduras: 52%, Fibras: 25%, Proteínas: 10%.
O cupuaçu contém vitaminas, minerais e pectina, uma fibra solúvel que ajuda a manter bons níveis de colesterol. Além disso, sua polpa pode ser utilizada na preparação de sucos, sorvetes, vinhos, licores ou doces. As sementes podem substituir as do cacau na fabricação do chocolate e seu valor calórico é baixo.
Cada 100 gramas da fruta tem 72 calorias. Carboidratos: 9,8 g, Proteínas: 1,2 g, Gorduras Totais: 1,1 g, Gorduras Saturadas: 0,0 g, Gorduras Trans: 0,0 g.
A castanheira do Pará é uma das mais importantes árvores amazônicas. Seu fruto é muito rico em gorduras e proteínas. Além disso, tem dois nutrientes especiais: o selênio e a vitamina E, antioxidantes que bloqueiam os radicais livres, que destroem as células e com o tempo são responsáveis pelo aparecimento de doenças cardiovasculares e câncer.
O consumo de uma castanha-do-pará por dia é capaz de suprir a necessidade diária de selênio, mineral que reforça o sistema imunológico. Cada 100 gramas leva 400 calorias. Proteínas: 14g, Gorduras: 66g, Carboidratos: 13g, Gordura saturada: 16g, Gorduras Polinsaturadas: 21g, Gorduras Monoinsaturadas: 23g.

Fonte:http://otudaodemarica.blogspot.com.br/2011/08/frutas-tipicas-do-brasil-que-fazem.html

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

Coisas de Mineiro

Acordar com o galo do vizinho berrando.
Pedir o Cadiquinho de alguma coisa.
Ouvir causos estrambólicos que seu tio escutou da sua prima, que ouviu da vizinha da irmã e te contou, “mas pelo amor de Deus não conta pra ninguém, porque ninguém aqui gosta de conversa fiada”.
 Dar uma volta pelo coreto da cidade.
 Ser benzido pela tia-avó ou outro parente distante.
 Ouvir carretas de som na rua e não se incomodar com o barulho.
                                      Ouvir historias de fantasmas dos avós.
.
 Visitar cidades com nomes incríveis como: Curraleiro, Formiga, Brejão, Monjolinho e Quintinos.
 Alguém puxar uma moda de viola, o outro continuar, aí aparece um violão e de repente está todo mundo cantando apaixonado.
 Presenciar uma discussão entre atleticanos e cruzeirenses.  
 Não tem praia? Bóra pra represa/rio/lagoa/córrego/Cachoeira.
 Ficar na porta de casa vendo as pessoas passarem.
 E de repente passar uma carroça na rua.
 E logo depois uma galinha perdida.
 Chamar um desconhecido para dançar forró e ele aceitar.
 Xingar alguém chato de “burricido” ou “íngua”.
 Chamar homem de “sô” e mulher de “sá”.
 Visitar a “trabanda” (outra banda) da cidade.
 Falar “trem” e “uai” sem parecer um piadista.
 Reclamar que uma pessoa está te “ridicando” (regulando) comida.
 Falar “bobajada” e “bubiça” (besteiras).
 “Remedar” (imitar) alguém só pra irritar.
 “Brear” pão de queijo com “dôdileite” (passar doce de leite no pão de queijo).
 Falar “Berlândia”, “Beraba” e “Berlizonte”.
 Soltar um “aneeeeim” bem injuriado.
 Ter uma parente biscoiteira sempre disposta.
 Comer biscoito frito, broa e pão de queijo, tudo “fresquim”.
 Comer aquele “franguim” caipira com um “quiabim”.
 Apreciar um doce de leite feito apenas com leite e açúcar, nada de leite condensado.
   

 Saborear doces caseiros como ameixa de queijo, doce de casca, doce de mamão verde e de cidra.
 Tomar um “cafézim” em toda casa que visitar. Se forem 20 casas, serão 20 “cafézins”.
 Viver a triste realidade que nenhuma comida é boa como a de Minas 








FONTE:Gerais.https://www.buzzfeed.com/gasparjose/coisas-que-todo-mineiro-sente-falta-quando-sai-de-minas-g?utm_term=.ompLJBd35e#.gaKMAr5X86

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Picadinho de filé mignon com cachaça

Com SELETA é melhor.


Picadinho é uma comida caseira perfeita. Sempre foi um dos meus pratos favoritos, daqueles que eu sentia falta quando estava fora do Brasil, junto com arroz e feijão.

A versão de hoje é mais gourmet, é feito com mignon, leva bacon, cachaça e especiarias. Eu sirvo em mini porções com arroz branco e farofa de banana. A tigela volta com um pedido de quero mais.


Ingredientes 

1 kg de filé mignon limpo e picado em cubinhos pequenos
Sal e pimenta-do-reino a gosto
2 colheres de sopa de azeite
1/2 colher de sopa de manteiga
100 g de bacon picadinho
1 cebola média picada
4 dentes de alho amassados
1 colher de sopa de extrato de tomate
1/4 de xícara de cachaça
1/2 de colher de chá de tomilho seco
1/2 de colher de chá de cominho em pó
1 colher de chá de páprica defumada (ou o tipo de páprica que desejar)
200 ml de caldo de carne
Salsinha fresca a gosto para decorar (na foto desse post usei cebolinha) 

Como fazer


Tempere a carne com sal e pimenta a gosto e reserve.

Refogue o bacon com a cebola na manteiga e azeite até que dourem. Junte o alho e refogue um pouco mais.

Junte a carne e refogue até dourar. Junte o  molho de tomate, misture bem e deixe refogar por mais um minuto.

Junte a cachaça e deixe que evapore um pouco em fogo alto. 

Tempere com o tomilho, cominho e páprica. 

Junte o caldo e deixe cozinhar e o molho reduzir por aproximadamente cinco minutos. Prove o sal e ajuste se necessário.

Salpique com salsinha. Sirva com arroz e a farofa de sua preferência. Essa banana da terra assada também vai muito bem com esse prato.


Dicas / Substituições

A cachaça pode ser substituída por vinho branco, tinto ou outra bebida de sua preferência.

Tempere a gosto.